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Artigos científicos

Alguns artigos selecionados pela nossa equipe:

AGING AND OXIDATIVE STRESS
Junqueira, VBC; Barros, SBM; Chan, SS; Rodrigues, L; Giavarotti, L; Abud, RL; Deucher, GP

Molecular Aspects of Medicine, vol 25, pp.5-16, 2004.

A comunidade científica tem discutindo, intensamente, nos últimos anos, a relação entre o envelhecimento e estresse oxidativo. Apesar de estarmos, ainda, longe de uma concordância geral sobre o assunto, existe uma quantidade enorme de dados na literatura que podem ser usados para obter uma imagem convincente dos eventos que ocorrem durante o envelhecimento humano e sua correlação com o status oxidante do organismo. Este trabalho compila e revisa os resultados de alguns trabalhos-chave que podem ajudar na elucidação do binômio envelhecimento-estresse oxidativo, assim como explicar quais são os eventos fundamentais no processo e porque as inter-relações causais permanecem tão indefinidas. Neste trabalho estão publicados, também, valores do status de estresse oxidativo sistêmico de 503 voluntários humanos saudáveis. Os dados mencionados acima se referem aos níveis plasmáticos de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (MDA ou LPO) e dos antioxidantes -tocoferol (vitamina E), -caroteno e ácido ascórbico (vitamina C) e da atividade das enzimas antioxidantes eritrocitárias Cu,Zn-superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase. Os dados indicam que uma situação de estresse oxidativo moderado se desenvolve gradualmente durante o envelhecimento humano.

Dietary Intake of Antioxidant Nutrients and the Risk of Incident Alzheimer Disease in a Biracial Community Study
Morris, MC; Evans, DA; Bienias, JL; Tangney, CC; Bonnett, DA; Aggarwal, N; Wilson, RS; Scherr, PA

JAMA vol. 287, pp 3230-3237, 2002

Os processos oxidativos tem sido sugeridos como elementos importantes no desenvolvimento da doença de Alzheimer (DA). Entretanto, até agora ainda não está totalmente esclarecido e confirmado se a ingestão diária de vitamina E e de outros nutrientes antioxidantes, é capaz de prevenir seu desenvolvimento. Este trabalho foi realizado para examinar se a ingestão de nutrientes antioxidantes, vitamina E, vitamina C e beta-caroteno, está associada com a incidência da DA. Este estudo prospectivo foi conduzido entre 1993 e 2000, utilizando indivíduos selecionados ao acaso de uma amostra estratificada de residentes na comunidade. Os 815 participantes, com 65 anos ou mais, não apresentavam, no início do estudo, nenhum sinal ou sintoma da DA e foram seguidos por cerca de 4 anos. Eles preencheram os questionários de freqüência de consumo de alimentos após, aproximadamente, 1,7 ano após o início do estudo. Quantidades crescentes na ingestão de alimentos contendo vitamina E, encontraram-se associadas ao risco diminuído de desenvolver a DA, após ajustes para idade, sexo, raça, nível educacional, APOE e4 e duração do seguimento. O efeito protetor da vitamina E foi observado somente entre as pessoas que apresentavam APOE e4 negativo. O ajuste para outros fatores dietéticos reduziu a associação protetora. O uso de suplementos contendo vitamina C, beta-caroteno e vitamina E não se associou, significativamente, com menor risco de DA. Este estudo sugere que, a vitamina E presente nos alimentos, mas não outros antioxidantes, pode estar associada com a redução de risco de desenvolver a DA. De forma não esperada, esta associação foi observada, somente, entre indivíduos sem o alelo APOE e4.

Effects of B-carotene, vitamin C and E on antioxidant status in hyperlipidemic smokers
Chao, JCJ; Huang, CH; Wu, SJ; Yang,SC; Chang NC; Shieh, MJ; Lo, PN

Journal of Nutritional Biochemistry, vol.13, pp.427-434, 2002

O tabagismo pode acelerar o consumo dos estoques de vitaminas antioxidantes e aumentar o estresse oxidativo em pacientes hiperlipidêmicos. Este estudo investigou os efeitos de uma intervenção combinada de B-caroteno, vitamina C e vitamina E sobre os níveis plasmáticos de antioxidantes, atividade das enzimas antioxidantes eritrocitárias e níveis de peróxidos na fração da LDL- colesterol. Homens, fumantes, hiperlipidêmicos (35-78 anos) foram divididos ao acaso em dois grupos que receberam suplementos antioxidantes: Intervenção 1 (grupo I1; n:22) receberam diariamente 15 mg de B-caroteno, 500 mg de vitamina C e 400 mg de a-tocoferol e, Intervenção 2 (grupo I2; n:20) receberam diariamente 30 mg de B-caroteno, 1000 mg de vitamina C e 800 mg de a-tocoferol. Depois de 6 semanas de suplementação os níveis de B-caroteno, vitaminas C e E plasmáticos e da glutationa eritrocitária aumentaram, significativamente, em 200%, 98%, 129% e 39%, respectivamente, no grupo I1; da mesma forma aumentaram 209%, 216%, 197% e 32%, respectivamente no grupo I2. As concentrações plasmáticas de Fe2+ e a relação Fe2+/Fe3+ diminuíram, significativamente, em ambos grupos. Exceção feita à atividade da glutationa peroxidase eritrocitária do grupo I1, a atividade da catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase, aumentou significativamente em ambos grupos. A concentração de peróxidos de lipídios na partícula de LDL- colesterol diminuiu, significativamente, em 56% e 72%, respectivamente nos grupos I1 e I2. Entretanto, os níveis plasmáticos de ferro, de glutationa eritrocitária, a concentração de peróxidos na LDL- colesterol e a atividade das enzimas antioxidantes eritrocitárias, não são diferentes após as distintas intervenções. Concluindo, a suplementação combinada de antioxidantes aumenta os níveis plasmáticos dos antioxidantes, assim como a atividade das enzimas antioxidantes eritrocitárias e, diminui o nível de peróxidos na LDL- colesterol em homens fumantes hiperlipidêmicos. Entretanto, doses mais altas do suplemento não mostraram nenhum efeito adicional, após as 06 semanas de intervenção. Comentário: É possível que efeitos adicionais de doses mais altas possam ser observados após tempo mais longo de intervenção (Junqueira, VBC, 2006).

Effects of vitamin E and carotenoid status on oxidative stress in health and disease. Evidence obtained from human intervention studies
Winklhofer-Roob, BM; Rocl, E; Ribalta, J; Shmerling, DH; Roob, JM

Molecular Aspects of Medicine, vol. 24, pp. 391-402, 2003.

A vitamina E e os carotenóides apresentam conhecida ação antioxidante, tanto in vitro. Este trabalho revisa uma série de estudos sobre pacientes saudáveis e sobre pacientes que apresentam doenças agudas e crônicas. No projeto VITAGE, criado pela União Européia, foram investigados o status e os efeitos da vitamina E e de carotenóides sobre o estresse oxidativo em 300 voluntários saudáveis. Estudos de depleção, limitando a ingestão diária de Vitamina E ou de carotenóides à aproximadamente 25% dos valores referenciais de ingestão diária e, a subseqüente suplementação, tanto com grandes doses de vitamina E, quanto com doses intermediárias de carotenóides, mostraram mudança significativa na oxidabilidade da LDL- colesterol ex vivo, nas concentrações plasmáticas totais de peróxidos e na excreção urinária de 8-oxo-7,8-dihidro-2’-deoxi- guanosina. Pacientes em hemodiálise apresentam estresse oxidativo medido pelos níveis de vitamina C diminuídos, na presença de níveis normais de vitamina E. Estes pacientes, que apresentarem anemia, eram tratados com ferro parenteral, o que possivelmente diminui ainda mais os níveis de vitamina C. Foram estudados os efeitos de dose única oral de vitamina E, 6 horas antes da infusão endovenosa de 100 mg de ferro, o que excede a capacidade de ligação de ferro da transferrina. A vitamina E diminuiu significativamente e, em combinação com dose única da vitamina C eliminou completamente, o estresse oxidativo induzido pela sobrecarga de ferro. Pacientes com fibrose cística estão expostos a estresse oxidativo crônico determinado pela superprodução de espécies reativas de oxigênio, como resultado da presença massiva de neutrófilos no pulmão inflamado e ainda, pelo decréscimo no status antioxidante. As deficiências de vitamina E e carotenóides podem ser totalmente corrigidas, mesmo na presença de má absorção de gorduras, pelo uso de doses intermediárias de RRR--tocoferol ou all-rac-acetato de -tocoferol e de all-trans -caroteno hidrossolúvel. A suplementação, por longos períodos de tempo, reduziu a oxidabilidade da LDL- colesterol ex vivo, a peroxidação lipídica in vivo e a inflamação pulmonar.

Reduced Risk of Alzhemeir Disease in Users of Antioxidant Vitamin Supplements
Zandi, PP; Antonhy, JC; Khachaturian, AS; Stone, SV; Gustafson, D; Tschanz, JT; Norton, MC; Welsh-Bhomer, KA; Breitner, JCS

Archives of Neurology, vol.61, pp.82-88, 2004.

Antioxidantes podem proteger o cérebro, durante o envelhecimento, contra danos oxidativos associados com as mudanças patológicas na Doença de Alzheimer (DA). Este trabalho teve como objetivo examinar a relação entre o uso de suplementos antioxidantes e o risco de DA. Do estudo prospectivo de demência participaram, idosos residentes na região de Cache, estado de Utah, USA, entrevistados entre 1995 e 1997 para identificar a prevalência de demência e DA e, novamente, entre 1998 e 2000, para avaliar a incidência da doença. O uso de suplementos antioxidantes foi avaliado na primeira entrevista. Os 4740 (93%) entrevistados respondentes forneceram dados suficientes para determinar seu status cognitivo na primeira entrevista, tendo sido identificados 200 casos de prevalência de DA. Dentre os 3227 sobreviventes com risco da doença, foi observada, no seguimento, a incidência de 104 casos de DA. A análise da prevalência e da incidência da DA mostrou resultados semelhantes. O uso de suplementos com vitaminas E e C combinadas, estava associado com prevalência reduzida da DA, assim como de sua incidência. Uma tendência de menor risco de DA era também evidente nos participantes usuários de vitamina E e de complexos multivitamínicos contendo vitamina C. Por outro lado, nenhuma evidência de efeito protetor atribuível ao uso isolado de vitamina E ou de vitamina C, de complexos multivitamínicos isoladamente, ou de suplementos vitamínicos do complexo B, foi observada. Os autores concluem que o uso de suplementos, combinando vitaminas E e C, está associado à redução da prevalência e incidência da DA. Suplementos antioxidantes merecem mais estudos, como possíveis agentes para a prevenção primária da doença de Alzheimer.

 


VITÆ
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